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MEC anuncia programa para criar 1,5 milhão de matrículas na educação profissional

Governo pretende abrir 100 mil vagas para qualificação de jovens e adultos

O ministro da Educação, Abraham Weintraub , anunciou nesta terça-feira, o programa “Novos Caminhos”, que pretende criar 1,5 milhão de matrículas na educação profissional , aumentando de 1,9 milhão para 3,4 milhões, até 2023, o que representaria um crescimento de 80%.

Além de abertura de vagas na modalidade, o programa prevê reconhecimento de diplomas de pessoas que já concluíram a formação técnica desde 2016; o incremento no treinamento de 40 mil professores; e abertura de editais para projetos na área.

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Nesse contexto, o MEC pretende abrir 100 mil vagas para qualificação de jovens e adultos, para isso, a pasta repactuará R$ 550 milhões originalmente destinados ao programa “Bolsa Formação”, criado durante a gestão da presidente Dilma Rousseff, em 2011. Os recursos, segundo o MEC, estariam “parados” nas contas dos estados brasileiros.

A pasta pretende destinar, até 2022, R$ 60 milhões em editais para alunos, professores e pesquisadores que desenvolvam projetos voltados para atividades de pesquisa aplicada e inovação. De acordo com o MEC, um escritório será criado especificamente para gerir essa iniciativa, articulando parcerias entre a esfera pública e o capital privado, e voltados para os anos finais do ensino fundamental.

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Durante coletiva no Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Weintraub disse que o programa pretende quebrar o preconceito em relação à educação profissional no país.

– O ensino técnico no Brasil foi abandonado às traças, inclusive caiu em números absolutos. Houve tendência de queda. Não tem glamour, não tem prestígio. O mestre artesão europeu tem tanto valor quanto um engenheiro. Os maçons eram mestres artesãos. – afirmou o ministro. – Umas das coisas que temos que fazer é quebrar o preconceito contra trabalhador técnico. Muitos cursos técnicos permitem uma renda superior a de alguém formado em um curso superior que não tem foco na realidade.

Em julho, a pasta havia anunciado a intenção de aumentar para 30% o índice de estudantes na educação técnica e profissional. Atualmente, a taxa é de apenas 8%, de acordo com o Censo Escolar.

Apesar do baixo índice de matrícula nessa modalidade, o país ocupa posição de destaque no cenário internacional no que diz respeito ao desempenho dos estudantes formados na educação profissional. Em agosto, o Brasil ficou em terceiro lugar na WorldSkills Rússia, uma competição de alunos de ensino técnico que reuniu competidores de mais de 60 países do mundo.

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Foco na “indústria 4.0”
O programa lançado pelo MEC pretende dar destaque à formação para “carreiras do futuro”. Durante a apresentação, o secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Ariosto Culau, relacionou como soluções para área agrícola, o uso de drones, telemedicina, entre outros. Nesse contexto, o MEC pretende atualizar o Catálogo Nacional de Cursos Técnicos, que, segundo o secretário, não é atualizado desde 2014.

A maior parte das vagas destinada à formação de professores terá como foco a qualificação para que os docentes atuem no quinto itinerário previsto pela Reforma do Ensino Médio, que é voltado para a educação profissional. Serão 40 mil vagas até 2022 para treinar docentes para atuação em educação tecnológica. Outras 21 mil novas vagas serão destinadas à formação na área de ciências e matemática e mais duas mil para mestrado em educação profissional.

Via
O GLOBO
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