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Médico e prefeito suspeito de abusar pacientes no Ceará é indiciado por estupro de vulnerável

A delegada da cidade Cruz, que também investiga o médico, concluiu inquérito há poucas horas e deve remeter o documento ao Poder Judiciário ainda nesta sexta-feira.

O médico e prefeito afastado de Uruburetama, José Hilson de Paiva, foi indiciado nesta sexta-feira (26) pela Polícia Civil do Ceará pelo crime de estupro de vulnerável. Joseanna Oliveira, delegacia da cidade Cruz que investiga o médico, concluiu o inquérito e deve remeter o documento ao Poder Judiciário ainda na tarde desta sexta.

Conforme a delegada de Cruz, das oito mulheres que prestaram depoimento na unidade da Polícia Civil, duas entraram no inquérito como vítimas de estupro de vulnerável e outras seis como testemunhas, já que o crime contra elas ocorreu há mais de seis meses e prescreveu.

José Hilson está preso há uma semana, desde que se apresentou espontaneamente na Delegacia Geral do Ceará, no centro da Fortaleza. Ele é suspeito de cometer crimes sexuais contra dezenas de mulheres consultadas por ele em Uruburetama e Cruz.

A prisão preventiva de Hilson foi decretada pelo juiz de Uruburetama, José Cléber Moura. O Ministério Público do Ceará (MPCE) defende a prisão de Hilson afirmando que solto ele seria capaz de “coagir, constranger, ameaçar e corromper” vítimas, assim atrapalhando a investigação.

Denúncia das pacientes

Câmara de Uruburetama vota pelo afastamento do prefeito suspeito de abusar de dezenas de mulheres — Foto: JL Rosa/G1

Câmara de Uruburetama vota pelo afastamento do prefeito suspeito de abusar de dezenas de mulheres — Foto: JL Rosa/G1

A prisão ocorreu após o Fantástico exibir reportagem em que seis mulheres denunciam o médico de estuprá-las e filmar o crime, sem o consentimento delas. Profissionais da Associação Médica Brasileira que analisaram a imagem afirmam que o caso se trata “claramente” de “estupro das pacientes”.

Após a reportagem, outras 13 mulheres procuraram autoridades para denunciar o médico e prefeito afastado de Uruburetama. Conforme o relato das vítimas, José Hilton costumava pôr a boca nos seios delas sob pretexto de “extrair secreção” e penetrava nelas argumentando que precisava “desvirar o útero” das pacientes.

Vítimas vulneráveis
José Hilton de Paiva é denunciado por estuprar e filmar mulheres durante décadas — Foto: TV Globo/Reprodução

José Hilton de Paiva é denunciado por estuprar e filmar mulheres durante décadas — Foto: TV Globo/Reprodução

A delegada explica que para estupro de vulnerável não se encaixa o prazo de seis meses, assim sendo possível que José Hilson de Paiva ainda seja condenado por este crime. “Durante a investigação tentamos apurar se houve violação sexual mediante fraude, mas no decorrer foi visto que duas vítimas estavam em situação de vulnerabilidade. Estas duas vítimas não são de casos prescritos”, explicou a delegada.

Conforme a defesa de José Hilson de Paiva, representada pelo advogado Leandro Vasques, “diante da perda do direito de muitas das vítimas por não terem representando criminalmente no prazo de seis meses pelo crime de violação sexual, passou-se a se pesquisar desesperadamente alguma vítima de algum outro delito que não estivesse ainda comprometido prazo para a sua investigação. Mesmo assim haverá de existir um processo com ampla defesa. Não é porque encontraram essas duas pessoas que se dará o veredito da condenação”.

Joseanna destacou que os depoimentos das seis testemunhas deve fortalecer as declarações prestadas pelas vítimas dos estupros. Ainda segundo a policial, agora, em um novo momento da investigação, novas testemunhas devem ser ouvidas.

Já Leandro Vasques não descarta que a oposição política do prefeito tenha “fabricado artificialmente vítimas contra o prefeito, independente das vítimas reais, que de fato devam existir”.

Via
G1
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