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Médico fundador do Hospital Badim se emociona com rede de solidariedade: ‘É o que está ajudando a me deixar de pé’

José Badim contou ao GLOBO que, ao deparar-se com o incêndio, foi como se visse toda a sua vida desabar

RIO — Aos 89 anos, o médico José Badim, cirurgião plástico, fundador do hospital que leva o seu sobrenome, já tinha saído do local, onde costuma dar expediente diário, quando foi informado do incêndio. A corrente de solidariedade, diz ele, é o que o mantém de pé.

O que o senhor sentiu ao perceber a proporção dessa tragédia?
Nos meus 60 anos de amor à medicina, este é um momento de absoluta tristeza. É como ver toda a sua vida desabar. A primeira unidade do Hospital Badim foi construída no ano 2000 e, desde então, somos guiados pelo compromisso de oferecer o melhor aos nossos pacientes. A perda de vidas, que sempre lutamos para salvar, me comove profundamente.

Rapidamente se formou uma rede de solidariedade em torno do hospital. Qual a importância dessa mobilização?

O Rio foi um exemplo de solidariedade. A rede que se formou no entorno do hospital mostra como o ser humano é solidário por natureza. Não tenho palavras para expressar o meu agradecimento a todas as pessoas que não mediram esforços para auxiliar na remoção e na assistência aos nossos pacientes. É o que está ajudando a me deixar de pé, pois, durante toda a minha vida, me empenhei em salvar vidas, assim como essas pessoas fizeram ao longo da madrugada que sempre ficará marcada em nossa memória.

O que o senhor diria às famílias?
É impossível mensurar a dor dos familiares que perderam seus entes queridos. Todo o nosso corpo de trabalho, das equipes médicas aos profissionais administrativos, lamenta profundamente e se solidariza com a dor daqueles que perderam seus familiares.

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O senhor já está pensando na restruturação da unidade?

A prioridade é garantir assistência a todos pacientes e seus familiares e oferecer apoio àqueles que perderam seus entes queridos.

 

 

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