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Ministro diz que antecipa 2ª parcela de R$ 76 milhões para ajudar a Saúde do Rio até 28 de dezembro

Luiz Henrique Mandetta se reuniu nesta quinta-feira com os secretários municipal e estadual de saúde, além de deputados federais do Rio e representantes do Ministério Público.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, confirmou nesta quinta-feira (19) que a ajuda federal de R$ 152 milhões para ajudar na crise da saúde municipal no Rio terá a segunda parcela antecipada.

Segundo ele, a parcela de R$ 76 milhões, que seria paga até o dia 15 de janeiro, será antecipada para antes do final do ano.

“Fazendo os esforços, a gente vai antecipar e vai fazer esse repasse ainda nesse exercício, até o dia 28 de dezembro”, explicou o ministro.

Nesta quinta-feira, ele esteve em uma reunião com os secretários municipal e estadual de saúde, além de deputados federais do Rio e representantes do Ministério Público.

Mandetta alertou, no entanto, que não é possível fazer apenas o pagamento dos funcionários: há a necessidade comprar os insumos que estão em falta em várias unidades de saúde.

“Em uma situação dessa crítica, você voltar ao trabalho sem o insumo seria um esforço muito grande que não se traduziria em atendimento para a população”, pontuou o ministro.

Sem intervenção federal

Mandetta também descartou qualquer possibilidade de intervenção federal na saúde do município do Rio. Em ofício, o deputado Pedro Paulo (Dem/RJ) pediu que a possibilidade fosse avaliada.

“Não tem nenhuma possibilidade para a União fazer intervenção em municípios”, disse ele, acrescentando que a crise do Rio tem motivos “financeiros, de sistema e geopolíticos.”

Apesar do momento de crise na saúde do município, ele também elogiou a secretária Ana Beatriz Busch. “Não teria uma pessoa para colocar aqui que conhecesse a rede tão bem quanto a secretária conhece.”

O ministro da Saúde também afirmou que serão abertos leitos de retaguarda nas unidades federais de saúde, para os quais pacientes podem ser transferidos em caso de necessidade.

“Estamos próximos da semana de natal e réveillon, teremos uma lotação enorme, a cidade vai receber muita gente. A gente precisa estar melhor preparado”, alertou.

O titular da pasta ainda alertou que, com a ajuda de município, estado e União, vai tentar “estancar a hemorragia.”

“O que a gente quer é estancar a hemorragia, retomar os trabalhadores e retomar os insumos para retomar uma normalidade de atendimento à população”, finalizou Mandetta.

O que dizem os secretários de saúde

A secretária municipal de saúde, Ana Beatriz Busch, negou que pacientes tenham encontrado hospitais fechados por conta da crise no setor nas últimas semanas.

“Os hospitais têm portas abertas. Várias pessoas são atendidas, são 50 mil atendimentos por dia. A população sabe o seu hospital de referência, entende o momento do profissional que estava ali sem o seu salário”, disse Ana Beatriz.

“Nós temos uma dificuldade pública de dois meses de salários atrasados em OSs. Está sendo resolvido e hoje os salários estão em dia. A antecipação desses recursos, que virão em boa hora, são para suprir não só essa questão de salários, mas também de insumos”, exemplificou.

Por sua vez, o secretário estadual de saúde, Edmar Santos, deixou claro que a crise da saúde municipal afeta as unidades estaduais. O atendimento, segundo ele, aumentou até 50% nas últimas semanas.

“Já temos atendido 40%, 50% a mais em várias das nossas UPAs, dependendo da região”, pontuou.

O secretário estadual também exemplificou os investimentos feitos, inclusive com repasse aos 92 municípios do estado do Rio.

“Já passamos R$ 600 milhões para diversos municípios reforçarem sua rede de saúde. Selamos ontem no Palácio Guanabara um repasse de R$ 350 milhões para apoiar o custeio desse período crítico de final de ano, e outro de R$ 500 milhões para serem utilizados no ano que vem para reestruturação de obras e compra de novos equipamentos nas unidades de saúde”, finalizou.

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FONTE: G1
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