JustiçaLava Jato

Ministro do STJ nega pedido de suspensão de ação penal contra Dario Messer

'Doleiro dos doleiros' está preso preventivamente desde julho em desdobramento da Lava Jato no Rio. Messer é acusado de integrar organização criminosa que movimentou US$ 1,6 bilhão.

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, negou nesta sexta-feira (27) um pedido de liminar para suspensão de ação penal contra o doleiro Dario Messer.

Conhecido como o “doleiro dos doleiros”, Messer está preso preventivamente desde julho deste ano em um desdobramento da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro. Ele foi preso em São Paulo.

O Ministério Público acusa Dario Messer de integrar, com outros doleiros, organização criminosa que praticou crimes contra o sistema financeiro, evasão de divisas, corrupção passiva e ativa; e lavagem de dinheiro. A Justiça aceitou a denúncia do MP, e Messer passou à condição de réu.

Segundo as investigações, os doleiros movimentaram US$ 1,6 bilhão em 52 países. Os recursos obtidos ilegalmente eram utilizados no pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.

A defesa de Dario Messer apresentou pedido de habeas corpus junto ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (RJ), mas o pedido foi negado.

No recurso ao STJ, os advogados do doleiro pediram a suspensão da ação penal até que sejam analisados pedidos de nulidade do processo, entre os quais está um que diz que o direto à ampla defesa não está sendo respeitado.

Para o ministro João Otávio de Noronha, a denúncia contra Messer atende a requisitos previstos no Código de Processo Penal “de modo a expor, de forma clara e precisa, os fatos delituosos, bem como as circunstâncias em que foram praticados, além de relatar a qualificação dos acusados e a classificação dos crimes, permitindo o exercício dos consectários da ampla defesa”.

O magistrado entende, entretanto, que uma análise mais aprofundada do recurso deve ser feita pela Quinta Turma do STJ, a quem cabe realizar o julgamento definitivo do pedido.

Etiquetas

DEIXAR UM COMENTÁRIO

Política de moderação de comentários: A legislação brasileira prevê a possibilidade de se responsabilizar o blogueiro ou o jornalista responsável por blogs e/ou sites e portais de notícias, inclusive quanto a comentários. Portanto, o jornalista responsável por este Portal de Notícias reserva a si o direito de não publicar comentários que firam a lei, a ética ou quaisquer outros princípios da boa convivência. Não serão aceitos comentários anônimos ou que envolvam crimes de calúnia, ofensa, falsidade ideológica, multiplicidade de nomes para um mesmo IP ou invasão de privacidade pessoal e/ou familiar a qualquer pessoa. Comentários sobre assuntos que não são tratados aqui também poderão ser suprimidos, bem como comentários com links. Este é um espaço público e coletivo e merece ser mantido limpo para o bem-estar de todos nós.
Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios