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Mourão anuncia entrada do Exército na operação para conter óleo nas praias do Nordeste

De acordo com vice-presidente, atualmente no exercício da Presidência, serão de 4 mil a 5 mil homens da 10ª Brigada do Exército, em Recife.

O vice-presidente Hamilton Mourão informou nesta segunda-feira (21) que o Exército decidiu disponibilizar a 10º Brigada de Infantaria Motorizada, sediada em Recife, como “reforço” para as ações de vigilância e limpeza das praias com manchas de óleo no Nordeste.

Será a primeira vez em que o Exército participará da operação. Segundo Mourão, serão pelo menos 4 mil homens da brigada de Recife.

“Está sendo reforço federal. Hoje, o Exército está colocando uma brigada, a 10ª Brigada, que é a sediada em Recife, que tem mais ou menos em torno de 4 mil, 5 mil homens. Está sendo colocada em reforço, fora equipamentos que estão sendo distribuídos para as defesas civil dos estados e municípios”, afirmou Mourão, atualmente no exercício da Presidência em razão da viagem do presidente Jair Bolsonaro ao exterior.

O Ministério da Defesa informou que detalhes sobre a atuação dos militares do Exército e do efetivo que atuará nas ações nas praias serão fornecidos pelo comando de operações navais ou pela própria brigada.

Em entrevista no Palácio do Planalto, Mourão destacou as dificuldades para lidar com o óleo que aparece no litoral do Nordeste e disse que, no momento, “o máximo” que o governo pode fazer “é ter gente capacitada” para recolher os resíduos, já que não se consegue identificar as causa da mancha de óleo. Segundo Mourão, o governo adotou as medidas cabíveis, contudo, “faltou comunicar” de forma mais eficiente o trabalho realizado.
Ele foi questionado se o governo foi omisso ao lidar com as manchas, já que a Justiça Federal em Pernambuco concedeu, no domingo (20), uma liminar determinando que o governo federal dê início, em 24 horas, à implementação de uma série de medidas para recolher o óleo que atinge o litoral e proteger áreas sensíveis do estado.

Segundo a Marinha, desde 2 de setembro, foram recolhidas mais de 600 toneladas de resíduos no litoral nordestino.

O presidente em exercício declarou que o governo adotou todas as medidas previstas no plano nacional de contingência, firmado em 2013, no governo Dilma Rousseff.

Mourão ainda apontou empecilhos para conter o avanço das manchas, já que não se consegue identificar a origem, o que dificulta prever quanto óleo ainda chegará às praias.

“É um caso único na história do mundo, não temos notícia. Diferente daquelas manchas de petróleo que avançam pelo mar, as próprias medidas de contenção são complicadas. O máximo que a gente pode fazer, hoje, é ter gente capacitada para recolher esse óleo que chega nas praias, e é isso que nós estamos fazendo”, disse Mourão.

“Não há uma previsibilidade porque não se consegue detectar a mancha. Pode vir aí a Nasa, pode vir quem quiser que não consegue enxergar isso aí. É um mistério”, acrescentou.

O vice-presidente disse que é preciso manter a busca para identificar a causa, intencional ou não, do derramamento de óleo no mar.

Ela afirmou que o governo adotou os protocolos do Plano Nacional de Contingência, firmado em 2013, e que tomou as medidas previstas.

Mourão lembrou que a Justiça Federal já analisou o caso. Em decisão no domingo (20), a juíza Telma Maria deu 15 dias para o MPF especificar quais outras ações o órgão quer que sejam adotadas em relação às manchas de óleo.

Para o vice-presidente, faltou ao governo comunicar melhor as ações adotadas até o momento. “A juíza já analisou, já mostrou que o governo, desde 2 de setembro, acionou os protocolos correspondentes. Apenas mais uma vez faltou comunicar melhor isso aí”, declarou o vice-presidente.

Via
G1
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