Polícia

Muzema: MP do Rio investiga se perita da Polícia Civil recebeu propina da milícia

Áudios interceptados por promotores revelam como os milicianos negociaram o pagamento para manter "gato" de água em empreendimento imobiliário

RIO – Escuta telefônica autorizada pela Justiça , durante as investigações do Ministério Público Estadual contra a milícia da favela da Muzema , na Zona Oeste, revelou um suposto pagamento de propina a uma perita da Polícia Civil , para que ela fraudasse laudo do flagrante de uma ligação clandestina de água, num dos empreendimentos da quadrilha.

 

Segundo a denúncia dos promotores do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente ( Gaema ), o combinado foi de que ela omitisse ter visto o “gato” de água na área interna dos prédios, ao fazer o registro de ocorrência na delegacia, que não é informada no processo. O acordo incluía também que uma balconista de uma choperia que funcionava no local não fosse presa. Áudio interceptado em 4 de dezembro do ano passado confirma que “efetivamente houve o pagamento da vantagem indevida aos agentes públicos”, conforme a denúncia. Embora o lance tenha começado com R$ 5 mil, o valor pago seria de R$ 2 mil. Os envolvidos foram denunciados por corrupção ativa.

Na denúncia, os promotores explicam que dois integrantes da quadrilha “se organizaram para corromperem agente da perícia criminal da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, a fim de que no laudo constasse que a ligação clandestina estava localizada fora de suas edificações”. Num dos diálogos, Thiago de Farias Martins, um dos chefes da quadrilha, conversa com uma pessoa identificada como “Fabinho” sobre a forma de negociar a propina com a policial. Segundo a denúncia, a ligação clandestina estaria no Espaço Itanhangá, uma choperia na Estrada de Jacarepaguá, 440, na Muzema, além de um estacionamento que funcionava ao lado.

Etiquetas

DEIXAR UM COMENTÁRIO

Política de moderação de comentários: A legislação brasileira prevê a possibilidade de se responsabilizar o blogueiro ou o jornalista responsável por blogs e/ou sites e portais de notícias, inclusive quanto a comentários. Portanto, o jornalista responsável por este Portal de Notícias reserva a si o direito de não publicar comentários que firam a lei, a ética ou quaisquer outros princípios da boa convivência. Não serão aceitos comentários anônimos ou que envolvam crimes de calúnia, ofensa, falsidade ideológica, multiplicidade de nomes para um mesmo IP ou invasão de privacidade pessoal e/ou familiar a qualquer pessoa. Comentários sobre assuntos que não são tratados aqui também poderão ser suprimidos, bem como comentários com links. Este é um espaço público e coletivo e merece ser mantido limpo para o bem-estar de todos nós.
Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios