Saúde

Não adianta vacinar aleatoriamente, diz ministro da Saúde sobre sarampo

Orientação é vacinar bebês de 6 a 12 meses e adultos que deixaram de tomar as duas doses recomendadas da vacina

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta , afirmou nesta quarta-feira que não adianta promover campanhas de vacinação contra o sarampo de maneira aleatória, fazendo menção a mutirões de vacinação em estádios de futebol em São Paulo. Segundo Mandetta, a recomendação do ministério da Saúde é vacinar bebês de 6 a 12 meses, mesmo fora do calendário nacional de vacinação (que prevê a aplicação da dose contra o sarampo entre 12 e 15 meses de vida). Adultos entre 15 e 29 anos, que podem ter deixado de tomar as duas doses recomendadas da vacina, também são alvo da dose de proteção.

O ministro afirmou ainda que, diante do aumento do número de casos e da demanda da população, as secretarias municipais de saúde se atrapalharam para dar a informação correta às pessoas.

– Está fora da recomendação técnica (vacinar em estádios). Quando você tem uma situação como essa, você vai nos públicos-alvos, e vai nos bloqueios. Se for fazer em pessoas de 70 anos, que provavelmente já tiveram sarampo, já entraram em contato (com o vírus) durante a vida, fazendo aleatoriamente, de uma maneira aberta… Nós não estamos falando de multivacinação, nós não estamos falando de uma campanha de vacinar a população inteira, nós estamos falando de bloqueios e de target no público alvo, essa é a recomendação técnica que tem sido feita, afirmou Mandetta, que participaria de uma audiência pública a sobre a liberação de novos agrotóxicos na Câmara nesta quinta.

A sessão foi cancelada em virtude da ausência da ministra Tereza Cristina, da Agricultura, pelo falecimento de uma familiar.

De acordo com Mandetta, o ministério da Saúde já enviou mais de 8 milhões de doses da vacina para São Paulo – que concentra os diagnósticos de sarampo – e está solicitando a produção de mais doses. Nesta terça-feira, um balanço divulgado pelo ministério mostrou que, até dia 18 de agosto, foram confirmados 1.845 da doença no país este ano, dos quais 1.680 são considerados ativos.

São Paulo concentra 98,9% dos diagnósticos — 1.662 casos ativos —, seguido por Rio de Janeiro (6) e Pernambuco (4). Goiás, Paraná, Maranhão, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Bahia, Sergipe e Piauí apresentaram um caso confirmado. No total, a doença foi diagnosticada em 88 municípios brasileiros.

O ministro explicou ainda que não serão necessários recursos adicionais para responder à demanda pela vacina do sarampo, e que o orçamento do Programa Nacional de Imunização é satisfatório.

Mandetta se reunirá nesta quinta-feira com os secretários municipais de saúde de todo o país para reforçar a recomendação de público-alvo da vacina. E o plano do ministério é promover, em outubro, uma grande campanha de multivacinação em todo o país.

– As pessoas tem que entender que vacinas são uma conquista da humanidade. Elas estão à disposição e é preciso toda sociedade se envolver: as empresas, os trabalhadores…Levarem as suas carteiras de vacinação em dia, afirmou Mandetta.

Doença altamente contagiosa
O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa, transmitida por via respiratória. Seu período de incubação – aquele em que a pessoa não apresenta sinais nem sintomas – é de cerca de dez dias. Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus mesmo antes do aparecimento das manchas vermelhas, o sintoma mais visível.

O período de transmissão é de quatro a seis dias antes do aparecimento das manchas vermelhas, e até quatro dias depois de elas terem sumido. Após o diagnóstico, a vítima deve ficar isolada por pelo menos quatro dias, já que pode transmitir a doença para outras 18 pessoas, em média.

No quadro clássico, o sarampo causa febre, tosse, coriza e conjuntivite, além das manchas vermelhas no corpo. Mas pode causar, ainda, otite e complicações mais graves, como pneumonia e manifestações neurológicas como encefalite. Segundo especialistas, não é “uma simples virose”, e a vacinação é a forma mais eficaz de prevenção da doença.

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Via
O Globo
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