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Não se espantem com imposto que unifica o PIS e a Cofins, diz Guedes

Ministro afirmou que a alíquota de 12% prevista para a Contribuição sobre Bens e Serviços poderá ser revista caso se mostre "exagerada"

O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a dizer que a alíquota de 12% prevista para a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) poderá ser revista caso se mostre “exagerada”. A CBS unifica o PIS e a Cofins e consta na proposta de reforma tributária enviada pelo governo ao Congresso Nacional.

Em live organizada pelo Fórum de Incentivo à Cadeia Leiteira, Guedes pediu que o setor agrícola “não se espante” com a alíquota da CBS porque será permitida dedução ao longo da cadeia. “O contribuinte receberá crédito quase instantaneamente, não é como hoje que ele tem que ir à Justiça”, completou.

O ministro ressaltou que os setores mais atingidos pela CBS serão assistidos por desoneração da folha, que o governo pretende incluir em uma nova etapa de sua reforma tributária.

 

Exportações

Guedes disse ainda que a recuperação rápida da economia de diversos países da Ásia, especialmente a China, impediu que a pandemia do novo coronavírus provocasse um choque nas exportações brasileiras. Segundo ele, o “apetite” asiático compensou a queda nas vendas para os Estados Unidos, a Europa e a Argentina.

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O ministro avalia que, graças ao consumo da Ásia, as exportações brasileiras fecharam o primeiro semestre quase estáveis em relação ao mesmo período de 2019. De janeiro a junho, o Brasil vendeu US$ 102,43 bilhões ao exterior, valor 6,4% inferior ao do mesmo período de 2019.

Segundo os números mais atualizados do Ministério da Economia, divulgados nesta segunda-feira, as exportações somam US$ 125,74 bilhões até a primeira semana de agosto, recuo de 6,2% em relação ao mesmo período do ano passado pelo critério da média diária.

A balança comercial – diferença entre exportações e importações – registra superávit de US$ 32,08 bilhões até a primeira semana de agosto. O resultado é 16,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o saldo positivo estava em US$ 27,59 bilhões.

Os saldos crescentes na balança comercial registrados nos últimos meses estão ocorrendo porque, com a alta do dólar e a crise econômica, as importações estão caindo mais que as exportações. Até a primeira semana de agosto, as compras do exterior somavam US$ 93,66 bilhões, com recuo de 11,5% em relação ao mesmo período de 2019 também pelo critério da média diária.

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