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Ônibus é incendiado no Rio após manifestação contra bloqueio de verbas

Um ônibus foi incendiado por volta das 20h de hoje (15), nas esquinas das avenidas Presidente Vargas e Passos, no centro do Rio de Janeiro, a cerca de um quilômetro da Central do Brasil, onde milhares de pessoas se dispersavam após a manifestação contra o bloqueio de verbas das universidades públicas e institutos federais. O coletivo da empresa Mauá vinha do município de Niterói para a Praça XV, no centro. Não houve feridos.

Antes disto, ao final da manifestação, por volta das 19h35, um grupo de cerca de 150 pessoas, a maioria vestida de preto e com máscaras, atirou pedras e tentou destruir uma base da Operação  Centro Presente, projeto de segurança resultado de uma parceria entre o governo do Estado, prefeitura do Rio e Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomercio).

A tropa de choque da Polícia Militar chegou ao local e usou bombas de gás e de efeito moral na tentativa de pôr fim ao tumulto. Os manifestantes ainda atearam fogo em uma barricada.

Após o incêndio do ônibus, que foi controlado pelos bombeiros, manifestantes mascarados foram vistos caminhando em direção à Cinelândia, no centro.

Normalidade

Por volta das 22h, o Centro de Operações da Prefeitura do Rio informou que a cidade retornou ao Estágio de Normalidade, após a manifestação contra o bloqueio de verbas e que interditou as principais vias da região do centro.

A Federação de Transportes Rodoviários do Estado (Fetranspor) repudiou, em nota, o ataque criminoso ao ônibus no centro da cidade. “É mais um veículo com ar-condicionado que ficará fora de circulação por ações criminosas, que já destruíram 186 ônibus em todo o estado desde 2016. Desses, 42% eram climatizados. Dos 186 ônibus atacados, apenas seis foram recuperados. A população é a mais prejudicada com a redução da oferta de transportes. Um ônibus incendiado deixa de transportar cerca de 70 mil passageiros em seis meses, tempo necessário para a reposição de um veículo no sistema”, informou a federação na nota.

Via
Agência Brasil
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