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Papa ordena intervenção em grupo ultraconservador no Brasil

Vaticano detectou problemas nos Arautos do Evangelho

O papa Francisco aprovou uma intervenção do Vaticano no grupo tradicionalista católico brasileiro Arautos do Evangelho, que está envolvido em problemas administrativos e pastorais.

A medida foi comunicada neste sábado (28) pela Congregação para os Institutos de Vida Consagrada, chefiada pelo cardeal brasileiro João Braz de Aviz.

O interventor será o arcebispo emérito de Aparecida, cardeal Raymundo Damasceno, que será acompanhado pelo bispo auxiliar de Brasília, José Aparecido Gonçalves de Almeida, e pela freira Márian Ambrósio, superiora-geral das Irmãs da Divina Providência.

Segundo comunicado oficial, funcionários do Vaticano fizeram em junho de 2017 uma “visita apostólica” aos Arautos do Evangelho e às suas duas sociedades de vida consagrada, uma masculina (Virgo Flos Carmeli) e outra feminina (Regina Virginum).

“Após ter estudado atentamente as conclusões dos visitantes e obtido a aprovação do Santo Padre, a Congregação para os Institutos de Vida Consagrada nomeou um comissário pontifício”, diz a nota.

As razões da intervenção estão ligadas a problemas no estilo de gestão e pastoral dos Arautos do Evangelho, mas o Vaticano não entrou em detalhes. Em 2017, o grupo havia chamado atenção após o vazamento de vídeos que mostravam práticas de exorcismo sem autorização da Igreja.

No entanto, segundo o site Vatican News, a medida não deve ser considerada uma “punição”, mas sim uma iniciativa “para o bem da instituição e para tentar resolver os problemas existentes”.

Os Arautos do Evangelho são conhecidos por sua batina marrom e branca com uma grande cruz no peito, similar à dos cavaleiros medievais, e pela visão ultratradicionalista da fé católica. Seus eventos litúrgicos são marcados por forte veneração, especialmente por Nossa Senhora de Fátima.

A associação foi fundada em 2001, pelo monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, ex-integrante da conservadora Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP).

Via
ANSA
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