Lava Jato

PF cumpre mandado em antigo escritório de ex-advogado de Palocci, que defende Lula

Segundo contabilidade paralela da Odebrecht, entrega de R$ 1 milhão ocorreu em escritório de José Roberto Batochio

A juíza Gabriela Hardt , responsável por autorizar os mandados de busca e apreensão da 64ª fase da Operação Lava-Jato , deflagrada nesta quarta-feira, também determinou que policiais federais cumprissem um mandado no edifício onde funcionava o escritório de advocacia do advogado José Roberto Batochio . Segundo a PF, a Odebrecht realizou duas entregas de valores em espécie no escritório em 2012.

Entre os clientes de Batochio na Lava-Jato está o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva . Ele também foi advogado do ex-ministro Antonio Palocci, mas deixou a defesa quando Palocci decidiu colaborar com as investigações .

O advogado afirmou que a Polícia Federal apenas fez uma diligência na portaria do prédio em busca de informações sobre antigos clientes. Segundo o Estatuto da Advocacia, as comunicações e documentos entre advogados e clientes são protegidos por sigilo.

José Roberto Batochio negou que tenha ocorrido entrega de valores no seu antigo escritório. O mandado foi cumprido com o acompanhamento de um representante da Ordem dos Advogados do Brasil e foi vedada a apreensão de documentos como petições ou minutas de peças jurídicas.

“Não estão protegidos documentos estranhos ao exercício da advocacia, como relativos ao patrimônio dos investigados e a seu eventual envolvimento em crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro”, determinou a juíza no mandado.

O que eu quero dizer é que o Ministério Público foi contra. Não faz sentido, mas a juíza deferiu — afirmou o advogado.

A decisão foi tomada a pedido da Polícia Federal. O Ministério Público Federal, no entanto, foi contrário aos mandados.

Segundo dados do sistema de contabilidade paralela da Odebrecht, que registrava o pagamento de possíveis vantagens indevidas, policiais identificaram uma entrega de R$ 1 milhão no escritório do advogado José Roberto Batochio em duas entregas realizadas em março e abril de 2012.

Segundo a juíza, o ministro Antonio Palocci, em delação premiada, afirmou que Batochio teria sido beneficiário de recursos a ele destinados por Palocci para possível quitação de serviços advocatícios para o ex-prefeito de Campinas, Doutor Hélio.

Via
O Globo
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