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PF pede prorrogação de mais 90 dias para concluir inquérito que investiga facada em Bolsonaro

De acordo com delegado Rodrigo Morais, o pedido é para que a instituição consiga apurar informações sobre advogado que defende Adélio Bispo.

A Polícia Federal (PF) solicitou à Justiça, nesta segunda-feira (2), a prorrogação, por mais 90 dias, do segundo inquérito que investiga a facada no presidente Jair Bolsonaro que, nesta sexta-feira (6), completa um ano. De acordo com o delegado Rodrigo Morais, o pedido é para que a instituição consiga apurar informações sobre o advogado Zanone Júnior, que defende Adélio Bispo dos Santos.

“O TRF1 pautou o julgamento do mandado de segurança interposto pela OAB para o dia 18 de setembro. Este mandado de segurança teria, em sede de liminar, impedido a PF de prosseguir com a investigação em torno do advogado de Adélio, a fim de saber se alguém realmente o contratou e, neste caso, quem foi e por quais motivos”, disse Morais.

“Esta é a única linha de investigação pendente no inquérito. Caso o TRF1 não reveja a decisão, o inquérito policial será relatado”, destacou o delegado.

Jair Bolsonaro após ser esfaqueado durante campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais  — Foto: Raysa Leite/AFP
Jair Bolsonaro após ser esfaqueado durante campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais — Foto: Raysa Leite/AFP

Sobre o crime e os inquéritos

O atentado aconteceu em 6 de setembro do ano passado, quando Bolsonaro, ainda como candidato a presidente da República, participava de um ato de campanha em Juiz de Fora. Adélio Bispo foi preso no mesmo dia e, segundo a Polícia Militar de Minas Gerais, confessou ter sido o autor da facada.

Quase um ano após o crime, o presidente vai passar pela quarta cirurgia no abdome. A operação, que ocorre no próximo domingo (8), vai corrigir hérnia que surgiu no local das intervenções anteriores.

Bispo foi indiciado por prática de atentado pessoal por inconformismo político, crime previsto na Lei de Segurança Nacional. O primeiro inquérito da PF concluiu que o agressor agiu sozinho no momento do ataque e que a motivação “foi indubitavelmente política”. Em maio deste ano, Adélio foi considerado inimputável pela Justiça por ter uma doença mental.

Um segundo inquérito, em andamento, foi aberto para dar continuidade às apurações, visando comprovar “participação de terceiros ou grupos criminosos” no atentado ao político fora do local do crime. Em novo interrogatório, Adélio Bispo reafirmou que agiu sozinho.

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