Lava Jato

PF prende filho do ex-ministro Edison Lobão em nova fase da Lava-Jato

Assim como Márcio Lobão, o ex-parlamentaro e a nora já eram réus por suspeita de corrupção na Usina de Belo Monte

RIO e SÃO PAULO – Agentes da Polícia Federal cumprem, na manhã desta terça-feira, 11 mandados de busca e apreensão e 1 mandado de prisão preventiva na 65ª Fase da Lava-Jato , denominada Galeria, em cooperação com o Ministério Público Federal. Entre os alvos está o ex-ministro Edison Lobão e seu filho, Márcio Lobão, que foi preso no Rio.

Cerca de 70 Policiais Federais e 18 Auditores da Receita Federal participam da ação nas cidades de São Paulo, Rio e Brasília.

As investigações apontam que, ao menos entre 2008 e 2014, o ex-senador e ex-ministro, e seu filho solicitaram e receberam propinas dos Grupos Estre e Odebrecht da ordem de R$ 50 milhões. Evidências dão conta de que os atos de lavagem se estenderam até 2019. A prisão de Márcio tem o objetivo de aprofundar possíveis operações de lavagem de dinheiro capitaneadas por ele.

Em julho, o ex-ministro, o filho e a nora Marta Lobão viraram réus na Lava-Jato de Curitiba por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Eles são acusados de envolvimento em esquema de corrupção na construção da Usina de Belo Monte. De acordo com a denúncia da força-tarefa do Paraná, foram praticados crimes de corrupção e pagamentos ilícitos que chegam a R$ 2, 8 milhões, entre 2011 e 2014, por meio do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, mais conhecido como departamento de propina.

Na época dos fatos, Lobão ocupava o cargo de ministro das Minas e Energia no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) .

Obras de Arte

O esquema investigado inclui aquisição e posterior venda de obras de arte com valores sobrevalorizados, simulação de operações de venda de imóvel, simulação de empréstimo com familiar, interposição de terceiros em operações de compra e venda de obras de arte – por isso o nome da operação Galeria – e movimentação de valores milionários em contas abertas em nome de empresas offshore no exterior. No período das transações foi possível verificar um incremento em seu patrimônio de mais de R$ 30 milhões.

De acordo com o MPF, a propina para o ex-ministro e para o filho foi repassada pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, em cinco entregas no escritório de advocacia que a nora mantinha com a família.

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