Justiça

POR QUE A DELAÇÃO DE LÉO PINHEIRO ESTÁ PARADA HÁ 6 MESES NA PGR

Impressão interna é que a tramitação de investigações se tornou mais lenta depois que Dodge começou a se articular por uma recondução

Veterano da carceragem da Polícia Federal em Curitiba, onde está preso desde setembro de 2016, o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro começou a negociar um acordo de colaboração em março daquele ano, ainda durante a gestão do procurador-geral Rodrigo Janot. Após idas e vindas, finalmente, em dezembro do ano passado, o empreiteiro conseguiu assinar seu acordo de colaboração com a atual procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

Em janeiro deste ano, auxiliares de Dodge foram a Curitiba colher os depoimentos de Léo Pinheiro. Era o último passo que faltava para Dodge enviar o processo para pedir a homologação do acordo ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte. Mas, em uma situação inédita e atípica na Lava Jato, há seis meses o processo permanece parado na PGR.

Os principais acordos de delação da Lava Jato foram assinados pelo órgão e enviados ao STF num intervalo inferior a um mês. Na semana passada, a defesa do empreiteiro protocolou uma manifestação no gabinete do ministro Fachin fazendo duras críticas à demora, acusando a Procuradoria de violar o acordo já assinado e a “boa-fé” do colaborador. Logo em seguida, Fachin enviou o documento para a PGR, pedindo explicações. Até agora, não houve resposta.

Dodge já declarou publicamente que está à disposição do presidente Jair Bolsonaro para uma recondução a um novo mandato de dois anos à frente da PGR. A impressão interna é que a tramitação de investigações na PGR se tornou ainda mais lenta depois que ela começou a se articular por uma recondução.

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