Saúde

Prefeitura de SP aponta queda de 66% de usuários na região da Cracolândia; moradores não sentem mudança

Novas aglomerações de usuários se formaram na cidade

O número médio de usuários na Cracolândia, nos Campos Elíseos, Centro de São Paulo, caiu 66% desde o ano passado, de acordo com informações de um monitoramento da Prefeitura. Moradores dizem não perceber a mudança e novas aglomerações se formaram na cidade.

A reportagem do SP1 conseguiu dados por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) que revelam que o número médio de pessoas no chamado “fluxo” caiu de 1.725 em julho de 2018 para 576 em junho de 2019.

O levantamento foi realizado no período da manhã e abrange as duas áreas de concentração entre a Praça Júlio Prestes, a Alameda Cleveland e a Rua Helvetia.

Os comerciantes, no entanto, dizem não sentir tanta diferença. “Tem barraca na praça, barraca na rua. Estou pensando em sair daqui e montar uma loja em outro lugar porque está ficando insustentável ficar aqui”, disse o comerciante Carlos Augusto da Corte.

Cracolândia espalhada

A queda no movimento da Cracolândia veio acompanhada da formação de novas aglomerações com as mesmas características em outros pontos da capital e da região metropolitana, como a região da Rodoviária Tietê, na Zona Norte, e áreas mais distantes do Centro, como o município de Carapicuíba.

“Esse é um problema de toda grande cidade. As pessoas não ficam concentradas em um só ambiente porque o fornecimento da droga e a abordagem do usuário acaba sendo mais eficaz em grupos menores”, disse Arthur Guerra, coordenador de saúde mental da Secretaria Municipal de Saúde.

Próximo a um desses grupos menores, na Rua Porto Seguro, junto a Avenida Cruzeiro do Sul, a Prefeitura de São Paulo inaugurou uma das unidades do Serviço Integrado de Acolhida Terapêutica (Siat), por meio do qual, em maio, a prefeitura prometeu oferecer cursos e trabalho a 300 usuários de crack. 79% das vagas já foram ocupadas.

“Elas estão recebendo um treinamento específico de 20 horas por semana e 4 horas por dia. As pessoas precisam ter autonomia e, para isso, precisam de orientação, capacitação e treinamento especifico dentro de cada uma das áreas onde têm mais habilidades”, continuou o coordenador.

Via
G1
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