Polícia

Prisões de nigerianos em aeroportos indicam rota de drogas para África

Bolivianos e venezuelanos também estão entre as principais nacionalidades de presos nos aeroportos

Os dados de apreensões de drogas e prisões por tráfico em aeroportos brasileiras retratam um cenário conhecido pelas autoridades policiais. Ao longo do tempo, as organizações criminosas diversificaram o leque de substâncias ilícitas comercializadas e fortaleceram as rotas do tráfico entre países sul-americanos e africanos.

Veja também: Polícia apreende toneladas de drogas após troca de tiros em Araçariguama

Desde 2013, a Polícia Federal reúne dados sobre a nacionalidade dos presos por tráfico nos aeródromos brasileiros — o que inclui helipontos e aeroportos. De janeiro de 2013 a setembro deste ano, a PF prendeu 2.938 pessoas. A maior parte é de brasileiros (46,6%), seguido por nigerianos (10,5%), sul-africanos (5,4%), bolivianos (3,7%) e venezuelanos (3,4%).

Segundo PF, a nacionalidade dos presos não pode indicar com precisão o destino das drogas, uma vez que os transportadores compram passagens de forma isolada, o que dificulta a identificação de onde ela será comercializada.

“Ainda, podem variar as modalidades de transporte, podendo, a partir do destino aéreo final, por exemplo, transportar a droga ao destinatário por via terrestre ou marítima”, informou a PF.

Dados do Relatório Mundial sobre Drogas 2019, do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), mostram que o Brasil é uma das principais rotas da cocaína vinda da Bolívia e da Colômbia para África e Ásia, o que corrobora as estatísticas de presos por nacionalidade da PF.

Veja também: Polícia apreende toneladas de drogas após troca de tiros em Araçariguama

Em se tratando de América do Sul, a cocaína é a droga mais rentável. Grande quantidade da droga entra no Brasil pela fronteira Amazônica e é distribuída dentro do país e enviada para outros continentes. Por ser de fácil acomodação, é mais fácil traficar. Por isso, ainda é a droga mais traficada do mundo — explica Nivio Nascimento, coordenador da Unidade de Estado de Direito do UNODC.

Drogas sintéticas
No início da década, a apreensão de drogas sintéticas em aeroportos ainda era incipiente. Em 2009, foram apreendidos 24.147 mil comprimidos de ecstasy. Oito anos depois, em 2017, a PF reteve 473.883 mil comprimidos da droga. Em dez anos, foram dois milhões.

Veja também: PEC Emergencial pode economizar R$ 35 bi com cortes de salários e suspensão de reajustes

Outras substâncias também passaram a ser encontradas com as “mulas” pelos agentes da Polícia Federal. A cocaína passou a dividir espaço com o ecstasy, LSD, metanfetamina, anfetamina e variações mais rentáveis da maconha, como skunk e haxixe.

Via
O GLOBO
Etiquetas

DEIXAR UM COMENTÁRIO

Política de moderação de comentários: A legislação brasileira prevê a possibilidade de se responsabilizar o blogueiro ou o jornalista responsável por blogs e/ou sites e portais de notícias, inclusive quanto a comentários. Portanto, o jornalista responsável por este Portal de Notícias reserva a si o direito de não publicar comentários que firam a lei, a ética ou quaisquer outros princípios da boa convivência. Não serão aceitos comentários anônimos ou que envolvam crimes de calúnia, ofensa, falsidade ideológica, multiplicidade de nomes para um mesmo IP ou invasão de privacidade pessoal e/ou familiar a qualquer pessoa. Comentários sobre assuntos que não são tratados aqui também poderão ser suprimidos, bem como comentários com links. Este é um espaço público e coletivo e merece ser mantido limpo para o bem-estar de todos nós.
Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios