Curiosidades

Processado pela Ferrari por plágio pede indenização de R$ 100 mil à marca por dano moral

Vitor Estevan é de Cachoeira Paulista e teve um protótipo construído por ele apreendido depois que a empresa italiana alegou uso da propriedade intelectual da empresa. Ele pede indenização pela exposição com o caso.

O dentista de Cachoeira Paulista que teve a réplica de uma Ferrari apreendida quer que a montadora italiana pague a ele R$ 100 mil de indenização por danos morais. Vitor Estevan produziu uma réplica do modelo F-40 na garagem de casa, com fibra de vidro, e teve o carro apreendido em janeiro a pedido da empresa, que o processa por plágio e pede a destruição do veículo.

Veja também: Empresa de Bivar tem participação em consórcio do DPVAT, extinto por Bolsonaro

Ele se diz amante da marca e tentava montar uma réplica, segundo ele, como hobby – a Ferrari descobriu o caso após encontrar um anúncio de venda do carro em um site. A réplica foi feita com fibra de vidro e peças adquiridas em leilão de veículos de outras marcas e adaptados para se parecerem com a do modelo italiano, preparados em um laboratório montado na garagem da casa dele.

O protótipo não estava pronto quando foi apreendido, em janeiro deste ano. O dentista foi encontrado pela montadora depois de anunciar a réplica por R$ 80 mil. À época da apreensão, ele alegou que tentou vender o que tinha depois de ter o consultório assaltado e, sem meios de fazer renda, tentou comercializar o trabalho, mas acabou desistindo.

A Ferrari o processa pelo uso da propriedade intelectual da empresa, ao replicar o modelo sem autorização. O veículo foi apreendido e há onze meses está no pátio da Polícia Civil de Lorena. Em agosto, o laudo da polícia civil constatou que o carro é um plágio, ainda que “não reproduza a qualidade real do original” e encaminhou à justiça para decisão final. A empresa italiana pede a destruição do veículo.

Veja também: Contas de Carlos Bolsonaro nas redes sociais saem do ar

No novo processo, o dentista alega que teve prejuízo moral, já que trabalha como profissional liberal e depende do “bom nome” para o exercício da profissão. Alega ainda que teve de ser submetido a tratamento psicológico, reflexo dos impactos sofridos pela exposição depois do caso.

O pedido é de indenização por danos morais, além das custas com o advogado que o representa no processo contra a empresa em R$ 12,5 mil. Não há prazo para que o caso seja analisado pela Justiça.

Em nota, a defesa do dentista informou que acredita que o pedido de indenização será acatado “como forma de concretização da justiça”. A reportagem do G1 acionou o grupo Ariboni, que representa a Ferrari no caso, mas aguardava retorno até a publicação da reportagem.

Ferrari está apreendida em um pátio em Lorena  — Foto: Arthur Costa/TV Vanguarda

Ferrari está apreendida em um pátio em Lorena — Foto: Arthur Costa/TV Vanguarda.

Veja também: Falso policial preso por ataques sexuais em série em SP é condenado por estuprar mulheres

Via
G1
Etiquetas

DEIXAR UM COMENTÁRIO

Política de moderação de comentários: A legislação brasileira prevê a possibilidade de se responsabilizar o blogueiro ou o jornalista responsável por blogs e/ou sites e portais de notícias, inclusive quanto a comentários. Portanto, o jornalista responsável por este Portal de Notícias reserva a si o direito de não publicar comentários que firam a lei, a ética ou quaisquer outros princípios da boa convivência. Não serão aceitos comentários anônimos ou que envolvam crimes de calúnia, ofensa, falsidade ideológica, multiplicidade de nomes para um mesmo IP ou invasão de privacidade pessoal e/ou familiar a qualquer pessoa. Comentários sobre assuntos que não são tratados aqui também poderão ser suprimidos, bem como comentários com links. Este é um espaço público e coletivo e merece ser mantido limpo para o bem-estar de todos nós.
Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios