Notícias

Procuradoria-geral de Justiça cria grupo para discutir bailes funk e atuação da polícia em SP

Segundo procurador Gianpaolo Smanio, ideia é que sejam avaliados protocolos para evitar "escalada da violência"

O procurador-geral de Justiça Gianpaolo Smanio afirmou que o Ministério Público de São Paulo vai realizar um fórum para discutir o episódio que terminou com a morte de nove jovens durante um baile funk na favela de Paraisópolis , Zona Sul da capital paulista, no último domingo.

Veja também: Juiz federal homologa delação de um dos suspeitos de invadir celulares de Moro e autoridades

Apesar do anúncio, feito nesta terça-feira, o procurador não deu detalhes sobre como será a força-tarefa. Ontem, o MP já havia dito que a promotora de Justiça do I Tribunal do Júri, Soraia Bicudo Simões, irá investigar se houve abuso por parte dos policiais militares que participaram da ação na comunidade.

Recebi ontem um pedido de audiência, recebi a comunidade, algumas autoridades e deputados. Nós acertamos de realizar um fórum para que essa questão do baile funk e a atuação policial possa ser tratada de maneira global, para que possamos encontrar soluções para essa situação que já causou vítimas.

Segundo o procurador, o Ministério Público irá fazer uma mediação para evitar “escalada da violência”.

Não pode haver atitude violenta por parte da polícia, nem por parte da comunidade. É preciso colocar todos sentados à mesa para encontrarmos soluções adequadas, independente da apuração que for feita, ou das sansões (que podem ser aplicadas).

Veja também: Moro defende mudanças no pacote anticrime e pede votação nesta semana

Questionado sobre os diversos vídeos que mostram violência policial contra jovens em Paraisópolis, o procurador disse que “qualquer afirmação é precipitada”.

Os vídeos mostram agressões e uma atuação que precisa de apuração. Precisamos primeiro investigar o que houve. Qualquer afirmação antes de uma investigação e antes de conhecermos o fato é precipitada. Vamos acompanhar, e quando tudo isso estiver soluciado, vamos propor as medidas necessárias, seja no âmbito criminal ou administrativo.

Veja também: Governo lança guias e habilita 66 novos serviços para deficientes

Investigações
Além do Tribunal do Júri, a Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo também assumiu a investigação sobre a conduta dos 38 policiais que participaram da ação. A decisão partiu do comandante-geral da PM paulista, Marcelo Vieira Salles.

A investigação sobre a morte dos jovens durante a ação, que teve início no 89º Distrito Policial do Morumbi, agora é realizada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O caso foi registrado como morte suspeita.

 

Via
O GLOBO
Etiquetas

DEIXAR UM COMENTÁRIO

Política de moderação de comentários: A legislação brasileira prevê a possibilidade de se responsabilizar o blogueiro ou o jornalista responsável por blogs e/ou sites e portais de notícias, inclusive quanto a comentários. Portanto, o jornalista responsável por este Portal de Notícias reserva a si o direito de não publicar comentários que firam a lei, a ética ou quaisquer outros princípios da boa convivência. Não serão aceitos comentários anônimos ou que envolvam crimes de calúnia, ofensa, falsidade ideológica, multiplicidade de nomes para um mesmo IP ou invasão de privacidade pessoal e/ou familiar a qualquer pessoa. Comentários sobre assuntos que não são tratados aqui também poderão ser suprimidos, bem como comentários com links. Este é um espaço público e coletivo e merece ser mantido limpo para o bem-estar de todos nós.
Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios