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Professor que morreu com pancreatite deixa manual para velório: ‘Whisky, música e alegria’

Morador de Jundiaí escreveu carta há cinco anos para instruir parentes em relação ao velório. Família conseguiu cumprir os pedidos e manual viralizou nas redes sociais.

“Já que eu morri, vamos aos próximos passos”. É assim que começa a carta deixada pelo professor de engenharia civil José Dias Ferreira Neto, de Jundiaí (SP), para instruir a família e amigos sobre como ele queria que o seu velório fosse realizado.

O ‘manual’, que tem entre os pedidos, whisky, músicas do Pink Floyd, cremação e celebração à vida, chamou a atenção de amigos e parentes, e viralizou nas redes sociais.

“Durante meu velório quero, o tempo todo, música (abaixo a relação), whisky e alegria para comemorar uma vida cheia dela. A vida é muito curta e efêmera. Devemos aproveitar cada momento”, escreveu.

O professor morreu na quarta-feira (4) vítima de pancreatite aguda e a família decidiu fazer o velório conforme as instruções. O filho contou que o pai escreveu a carta há cinco anos.

“Ele sempre foi bem humorado e disse que havia escrito como queria que fosse seu velório. Na época nem estava doente. Mas, ao saber da morte dele depois de ficar dias internado, lembramos dessa carta, fomos no seu computador e a imprimimos para podermos cumprir tudo o que ele estava pedindo”, afirma Luis Rodrigo Pantano Dias Ferreira.

Velório

Assim, os parentes levaram duas garrafas de whisky, diversos copos, colocaram as músicas e leram a mensagem para todos que prestaram as últimas homenagens ao professor.

“Ele sempre foi alegre e feliz. Sei que fazer isso o deixou bem feliz. Foi emocionante e, por isso, deixamos essa carta para que todos pudessem ver e ler a mensagem que ele deixou”, afirma o filho.

Garrafas de whisky foram levadas para velório de professor em Jundiaí — Foto: Divulgação/JundiAqui
Garrafas de whisky foram levadas para velório de professor em Jundiaí — Foto: Divulgação/JundiAqui

Rodrigo afirma ainda que o único pedido que não conseguiram realizar foi o da doação de órgãos.

“Como ele teve pancreatite aguda e estava com os órgãos debilitados, com falência nos rins, não foi possível realizar esse pedido, infelizmente. Porém, os outros fizemos, como a cremação em Itatiba nesta quinta-feira”.

Ainda de acordo com o filho, José foi graduado em engenharia de agrimensura e tinha experiência na área de geociências. Atualmente, estava dando aulas para o curso de engenharia civil e tinha uma empresa.

“Ele foi professor no antigo Colégio Técnico, hoje Etec e em uma faculdade da cidade. Uma pessoa que levava alegria e amor para todo mundo. Tenho certeza que ele ficou feliz com tudo que fizemos”, diz.

Família guardará garrafas levadas no velório — Foto: Arquivo Pessoal/Rodrigo Dias
Família guardará garrafas levadas no velório — Foto: Arquivo Pessoal/Rodrigo Dias
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