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PROS destitui presidente nacional do partido, Eurípedes Júnior (GO)

RIO — O Partido Republicano da Ordem Social (PROS) destituiu o presidente nacional da sigla, Eurípedes Júnior (GO). De acordo com nota divulgada pela sigla, a decisão foi unânime e foi tomada em reunião do Diretório Nacional, sábado, em Brasília. Júnior é acusado de desviar recursos dos fundos partidário e eleitoral, financiados com verba pública, além de lavagem de dinheiro.

“Não restou alternativa à Direção Nacional. Foi preciso fazer valer o uso dos dispositivos previstos no Estatuto Partidário para encerrar a escalada de desmandos, evitar o desvio dos recursos públicos e preservar à imagem da instituição e dos seus milhares de filiados em todo o Brasil”, diz a nota.

Para comandar a legenda, foi instituída uma Comissão Executiva Nacional Provisória, presidida por Marcus Vinicius Chaves de Holanda, membro do Diretório Nacional. Ele será responsável pela gestão do partido até a próxima Convenção Nacional, que elegerá o novo presidente.

Desde 2014, quando elegeu 11 deputados, o PROS passou a receber cerca de R$ 17 milhões por ano do fundo que custeia as despesas de partidos políticos. Eurípedes é acusado de usar dinheiro do fundo para benefício pessoal. A nota sobre a destituição cita a compra de um helicóptero por R$ 2,4 milhões, além de imóveis, com dinheiro do fundo.

“Desde 2015, quando Eurípedes Junior adquiriu um helicóptero no valor de R$ 2,4 milhões para uso pessoal e com recursos do Fundo Partidário, os membros do Diretório Nacional e a maioria dos filiados passaram por um grande constrangimento público, tendo como conseqüência considerável número de desfiliações. Inúmeros foram os apelos, na época, para que o então presidente declinasse da compra ou do uso da aeronave, sem êxito”.

Segundo o partido, a situação ficou insustentável, após conclusão de investigações da Polícia Civil de Goiás que foi remetido à Justiça Federal,que aponta a participação de Eurípedes Júnior em novos desvios de recursos, além de lavagem de dinheiro.

Em nota, a defesa de Eurípedes Júnior afirma tratar-se de “uma tentativa natimorta de golpe partidário, que não resiste a uma análise jurídica mínima, e se deu ao arrepio do estatuto partidário, de suas resoluções, da legislação de regência e de princípios básicos da Constituição Federal”.

De acordo com os advogados, Júnior segue, sim, na presidência da sigla, e ele “buscará todos os meios institucionais para regularizar a situação jurídica e política do partido, o mais rápido possível, bem como buscará a responsabilização dos envolvidos”.

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