Política

PSL MIRA 1 MILHÃO DE FILIADOS E QUER SER MAIS QUE O ‘PARTIDO DO PRESIDENTE’

De olho nas eleições municipais de 2020, meta é ampliar perfil de integrantes e entrar na lista dos dez maiores partidos do país

O PSL quer ser grande e enterrar, de vez, a ideia de que é apenas o partido do presidente Jair Bolsonaro. De olho nas eleições municipais de 2020, o comando da legenda busca dobrar o número de filiados até outubro e atingir a marca de 1 milhão de integrantes até a corrida eleitoral do próximo ano.

“O PSL é um partido hoje que não é somente o presidente da República. Ele tem senadores, deputados federais, governadores. É diferente, por exemplo, do PRTB, que é o partido do vice-presidente. No fundo, eles não têm outros parlamentares”, diz Cleber dos Santos Teixeira, coordenador da campanha de filiação que a legenda dará início neste sábado (17/8). “Fizemos a última eleição sem base, sem recursos . O que nós queremos fazer agora é preparar o partido para as eleições municipais de 2020 e fortalecer a nossa base”, completou.

A movimentação para o processo de crescimento dos filiados começou, na prática, no último fim de semana, quando a sigla veiculou em suas redes sociais um vídeo chamando para a campanha nacional de filiação deste sábado, com atores de perfis diferentes e foco numa maior diversidade étnica e socioeconômica. “Se o seu jeito é radical contra a corrupção, liberal para a economia de mercado, amigo da transparência, estamos do mesmo lado. Vem para direita”, diz a mensagem do vídeo.

ATRÁS NO RANKING
Uma coincidência no calendário ajudou o PSL a dar ignição à pretensiosa campanha. A data foi escolhida para casar com o número eleitoral da sigla. A meta, segundo Teixeira, é dobrar os atuais 271 mil filiados até outubro deste ano, mês em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) faz a atualização da base dos associados a partidos políticos, e chegar à marca de 1 milhão de filiados até as eleições municipais de 2020.

Não fossem os eventos realizados nesta data, o capricho de ter o dia 17 num fim de semana ficaria apenas para novembro — após a atualização eleitoral, portanto. A coordenação teve de ser feita às pressas, segundo organizadores.

Hoje o PSL é o 16º partido em número de filiados. Se conseguir bater a meta para outubro do próximo ano, o partido terá entrado na lista das dez mais populares siglas. Quem lidera o ranking é o MDB (com 2,39 milhões de filiados), seguido por PT (1,59 milhão), PSDB (1,46 milhão), PP (1,44 milhão) e PDT (1,25 milhão).

Teixeira diz que o PSL quer “trazer as pessoas que votaram para participar da vida partidária”. Para isso, ele conta com a ajuda das personalidades da legenda. Durante esta semana, as redes sociais vão compartilhar vídeos de parlamentares convocando para os eventos. Os deputados federais Eduardo Bolsonaro (SP), Nicoletti (RR) e Hélio Bolsonaro (RJ), os senadores Selma Arruda (MT) e Major Olimpio (SP) e o governador Marcos Rocha (RO) são alguns dos que já gravaram suas mensagens.

A mobilização, no entanto, não deve contar com a contribuição de todos os parlamentares. Alexandre Frota (SP) recebeu o convite para o evento que será realizado em Barueri, na Região Metropolitana da capital paulista, mas sua permanência na legenda é uma incógnita. O deputado federal sofre um desgaste interno após críticas ao governo e seu destino pode ser decidido nesta terça-feira, quando a executiva nacional vai se reunir para definir se expulsa ou se mantém Frota em seu quadro.

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