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Roubos de cargas diminuem 29% no estado em novembro

Instituto de Segurança Pública (ISP) divulgará hoje um estudo pioneiro sobre esse tipo de crime no Rio de Janeiro e como ele afeta a economia dos 92 municípios

Os números de roubos de cargas caíram novamente no Estado do Rio, em novembro. Dados da Polícia Civil apontam que a Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) conseguiu evitar que 111 cargas fossem roubadas no estado no último mês. Em novembro de 2018, todo o estado registrou 725 ocorrências. Já no mesmo período desta ano foram 516 casos. A redução foi de 29%. Nesta segunda-feira, o Instituto de Segurança Pública (ISP) divulgará um estudo pioneiro sobre os roubos de cargas no estado e como esse tipo de crime afeta a economia do estado.

Segundo a Polícia Civil, esses crimes se concentram em bairros como Pavuna e Irajá, na Zona Norte do Rio; Bangu, na Zona Oeste; São Gonçalo, na Região Metropolitana; além de Belford Roxo e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. No entanto, segundo a DRFC, os crimes tem caído em todo o Rio.

O diretor do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), delegado Delmir Gouvea, afirma que há mapeamentos e coletas de dados dos locais onde acontecem as descargas dos produtos roubados. O objetivo é saber quem comete esse tipo de crime e quem compra os objetos.

— Estamos nos concentrando, não só nos locais dos roubos, mas também nas áreas que chamamos de transbordo (descarga dos produtos roubados). Ali, conseguimos identificar os criminosos que praticam os roubos e os receptadores — diz Gouvea. Segundo o delegado, há dezenas de inquéritos em andamento que resultarão na prisão de receptadores dos produtos. Em 2019, mais de 30 pessoas ligadas ao roubo de cargas já foram presas no estado.

Os dados do ISP apontam que desde o começo do ano o roubo de cargas vem diminuindo. Entre janeiro e outubro de 2019, a Polícia Civil conseguiu evitar que 1.344 cargas fossem roubadas nas estradas que cortam o estado. No mesmo período do ano passado, foram 7.669 ocorrências. Nos últimos 10 meses, foram 6.325 casos.

— Os números ainda são altos. Não são aceitáveis. Mas a Polícia Civil tem feito de tudo para prender e indiciar quem comete esse tipo de crime — disse o delegado Delmir Gouvea.

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