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Sandy não erra, mas Junior é o protagonista em show da turnê de 30 anos

Em quase duas horas de nostalgia, 18 mil pessoas vibram e se emocionam com 30 sucessos da dupla em apresentação no Rio

Com uma setlist para fã nenhum botar defeito, Sandy e Junior entraram no palco da Arena Jeunesse, no Rio de Janeiro, na última sexta-feira 2, às 21h10, dando início a um show que durou quase duras horas de muita nostalgia. Quando a primeira música, “Não dá para não pensar em você”, começou a tocar, fãs se entreolharam emocionados enquanto diziam: “É real, está mesmo acontecendo”.

Aconteceu. Lá estavam os dois irmãos cantando as canções que embalaram boa parte dos primeiros, segundos e terceiros amores do público, que tinha em sua maioria entre 20 e 30 anos e terminou o espetáculo sem voz — era difícil achar entre os 18 mil presentes alguém que não soubesse de cor e cantasse a plenos pulmões as letras das 30 músicas do repertório.

No palco, doze anos depois a voz de Sandy ainda surpreende. A cantora raramente erra uma nota e deixa todos surpresos e nostálgicos quando consegue, parece que quase sem esforço, alcançar aquelas mais difíceis, assim como fazia na adolescência, como no final da canção “Imortal”.

Mas se Sandy não erra, por outro lado é Junior que se sobressai como protagonista. Visivelmente mais solto e relaxado no palco, o cantor reveza no vocal, na guitarra, no violão e em um solo de bateria que é um de seus melhores momentos no show. E dança — muito bem. Todos esperavam pelo momento em que ele cantaria “Enrosca”, releitura do clássico de Fabio Jr. Ali, e o cantor não decepcionou.

A estrutura do show é gigante. Durante a semana, ÉPOCA mostrou que o cenário do palco inclui 30 telões de LED fabricados em formas triangulares (o símbolo de turnê é representado pela conexão de dois triângulos) de diversos tamanhos. No total, são 60 toneladas de equipamentos — peso semelhante ao da estrutura dos shows de Paul McCartney, realizados no Brasil em março deste ano.

O figurino também não deixa a desejar. Apenas os looks usados por Sandy são estimados em mais de R$ 200 mil, de acordo com profissionais de moda consultados por ÉPOCA. E mesmo que mais modernos, justos, inclusive usando brilhos e transparências e sempre abusando do preto, eles ainda remetem ao passado: as calças flare usadas por Sandy na adolescência, e as regatas estilo “rockstar” usadas por Junior.

Entre os momentos marcantes do show estão a canção “Quando Você Passa” — aquela, do famoso “turu turu”–, que começou a ser cantada pelo público no intervalo do bis, ao mesmo tempo em que todos acenderam as lanternas dos celulares. Antes da volta da dupla ao palco, para enfim cantar uma de suas músicas mais famosas, é mostrado no telão um vídeo em que os dois se emocionam ao falar da turnê e do carinho dos fãs.

Emocionante também o momento em que os dois se sentam na beirada do palco e cantam, em voz e violão, sucessos antigos como “Era Uma Vez”, de 1996, e “Não Ter”, de 1997. Foi nesse instante que aconteceu o que parece ser o único momento fora do script no show — quando Sandy tenta combinar com Junior a entrada de uma música no repertório. Não fica claro se o irmão atende o pedido, porque logo em seguida eles tocam “Replay”, que já tinha passado pelo repertório em outros momentos.

A “saideira” do show fica por conta do clássico “Vamo Pulá”, com uma chuva de papel e serpentina que colocou fim ao karaokê coletivo e a uma das noites mais nostálgicas das últimas décadas para quem é fã da dupla. Os irmãos voltam a se apresentar hoje no Rio, e a turnê se despede com um megashow no dia 9 de novembro, no Parque Olímpico.

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