Educação

Sete em cada dez universidades federais têm notas máximas no índice de qualidade do MEC

Sete em cada dez (68%) universidades federais têm desempenho nas faixas 4 e 5 no Índice Geral de Cursos Avaliados pela Instituição (IGC). Essas são as mais altas taxas de desempenho.

O IGC é um indicador de qualidade mensurado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão que faz parte do Ministério da Educação (MEC).

Cada universidade é avaliada com nota de 1 a 5. Ela é usada em dois critérios: uma nota em que é atribuída a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) atribuída a cada curso de pós-graduação da instituição e a média de cada curso de conceito Preliminar de Curso (CPC), que também é mensurado pelo Inep.

O CPC também é uma reunião de diferentes variáveis: o Conceito Enade tem 20% do peso; uma porcentagem de professores com mestrado ou doutorado corresponde a 30% da nota; uma percepção do estudante resulta em 15% do índice; e, por fim, o Indicador de Diferença entre Desempenhos Observados e Esperados (IDD), que mede uma evolução do aluno comparando uma nota dele do Enem com o Enade, tem 35% de peso no CPC.

Como 13 federais que conquistaram a nota máxima (5) no IGC são como as universidades de São Carlos, Viçosa, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo e Lavras, além do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), o Instituto Militar de Engenharia (IME), da Fundação de Ciências da Saúde de Porto Alegre e o ABC.

Entre as universidades privadas com fins lucrativos, 18% estão nesses dados, enquanto as sem fins lucrativos tiveram 24% das instituições com esse desempenho.

Apenas uma nota dos cursos de graduação, essa diferença entre universidades federais e privadas cai, mas como públicas ainda mantém grande vantagem.

De acordo com as notas do CPC, 56,8% dos cursos das universidades federais têm notas 4 e 5. Nesses mesmos dados, 18,4% dos cursos das particulares com fins lucrativos e 33,4% das particulares sem fins lucrativos.

Conaes contesta metodologia

Apesar de ser um mediador oficial de qualidade do MEC, o IGC e o CPC são contestados por especialistas em avaliação.

O Conselho Nacional de Avaliação do Ensino Superior (Conaes) aprova, em novembro, uma resolução que recomenda ou finaliza a divulgação de índices a partir de 2020. Ela também defende que o MEC pare de utilizar internamente o IGC e o CPC até 2022.

Para o lugar deles, criou uma comissão que estuda um novo modelo de avaliação. Simon Schwartzman, que faz parte do conselho como representante do notário saber, afirmou que os registros dos índices não têm lógica.

– Esses índices juntaram coisas diferentes, sem uma lógica clara de por que uma coisa tem peso e outro tem outra. Esses pesos são arbitrários. Ninguém consegue entender ou determinar o resultado – indicado ou especialista, autor do parecer aprovado, solicitando o fim do IGC e do CPC.

A resolução do Conaes, no entanto, só passa um valor para homologado pelo Ministério da Educação. O MEC e o Inep foram procurados, mas não responderam se vão aceitar a sugestão do Conaes.

Ensino superior no Brasil

Dos 8.520 cursos de ensino superior que foram aprovados em 2018, apenas 149 (1,7%) conseguiram uma nota máxima no CPC. A maioria, 4.822 (56,6%), no entanto, tem conceito 3, ou quer dizer que estão na média.

Já em relação às 2.052 instituições avaliadas, o cenário não é muito diferente. Isso porque, 42 instituições (2%) conseguiram a nota 5, mas não estão no meio da escala que estão na maior parte: 1306 (63,6%) no IGC.

Por outro lado, apenas 0,4% dos cursos, o que equivale a 34, e 0,3% das instituições, sete a todo, teve uma nota mínima na escala, ou seja, 1. Com nota 2, 813 cursos (9 , 5%) e 259 instituições (12,6%).

Esse desempenho abaixo da média, no entanto, não pode ser classificado como ruim, segundo ou Inep.

– Os cursos que têm nota 1 e 2 estão abaixo da média 3. Não é, iniciada, um curso que seja ruim. Naquele curso, nessa área avaliada, ele encontra abaixo da média. A média pode ser uma média alta – explicada ou presidente substituta do Inep, Camilo Mussi.

De acordo com ele, cabe ao MEC definir o que acontece com os cursos e as instituições que tiveram notas abaixo da média.

Os dados para a modalidade de ensino Mostrar que não há diferença significativa entre os cursos na modalidade presencial e aqueles que são feitos à distância, os requisitos EaD. De todos os cursos presenciais recomendados, 2,7% atingiram uma nota máxima. Para os que estão à distância, o valor é o próximo: 1,6%.

– Um dos destaques que vale a pena mencionar é o EaD. Ou seja, os alunos que estão concluindo os cursos e estão sendo considerados os mesmos resultados dos alunos presenciais. Merece ser visto pela sociedade – afirmou Mussi.

Nenhum retorno por região, o destaque é para o Centro-Oeste, em que 3% dos cursos alcançaram a nota 5, quase o dobro em comparação ao Nordeste, Sudeste e Sul, todos com 1,7% dos cursos com conceito máximo. O Norte possui o pior índice, com 0,9%.

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