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TJMG nega habeas corpus para delegado suspeito de chefiar quadrilha que faturava com fraudes em blitze em MG

Christian Nunes de Andrade era chefe da Delegacia Regional de Trânsito de Santa Luzia. Investigação apontou que, com a ajuda de policiais militares aliados, ele organizava blitze de trânsito e apreendia veículos com problemas de documentação para cobrar propina.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) negou, nesta sexta-feira (13), habeas corpus para o delegado Christian Nunes de Andrade, suspeito de chefiar uma quadrilha que faturou mais de R$ 19 milhões fraudando blitze de trânsito e emissão de documentos de veículos no Detran de Santa Luzia, na Grande BH.

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As irregularidades foram apontadas por investigação do Ministério Público, Polícia Civil e Receita Estadual. Em cumprimento de mandados de busca e apreensão, os investigadores encontraram R$ 842 mil em dinheiro vivo.

Além dele, outras oito pessoas foram presas, entre elas, policiais civis, militares, servidores cedidos ao Detran, despachantes, comerciantes de veículos e a dona de um pátio onde ficavam os carros apreendidos. No total, 16 pessoas foram denunciadas.

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Andrade era chefe da Delegacia Regional de Trânsito de Santa Luzia. Os investigadores descobriram que, com a ajuda de policiais militares aliados, o delegado organizava blitze de trânsito e apreendia veículos com problemas de documentação. Em seguida, o grupo cobrava propina para liberar estes veículos, mesmo sem que as irregularidades tivessem sido resolvidas.

Os valores pagos pelas diárias nos pátios também eram divididos entre as empresas e os policiais do esquema.

Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça flagraram Emerson Rodrigues, funcionário da Prefeitura de Santa Luzia cedido ao Detran, indicando a um policial militar um local para que fosse feita blitz em um evento de motos. Mas alerta que o policial não devia atrapalhar porque pertencia a um aliado.

Minutos depois, o policial confirmou que a blitz estava sendo feita, com várias apreensões.

Vendas de peças
O relatório também indica que a dona de um dos pátios de apreensão retirava peças dos carros para vender. Equipamentos de som foram apreendidos pela polícia. De acordo com a investigação, o delegado usava uma construtora do irmão dele para lavar o dinheiro da propina.

O Ministério Público descobriu que a empresa não tinha nenhuma obra registrada no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea), e que estava praticamente parada durante todo o período em que o dinheiro passou pelas contas bancárias.

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Um dos pátios onde ficavam os veículos pertenceria ao próprio delegado, segundo o MP, o que é proibido. Para ocultar o negócio ilegal, a empresa estava em nome de laranjas. Christian Nunes de Andrade também mandava adulterar o sistema de informática do Detran para emitir documentos de veículos com irregularidades.

A defesa dos denunciados não foi encontrada para falar sobre o assunto. Em nota, a Prefeitura de Santa Luzia informou que “os funcionários, a partir do momento que estão cedidos, ficam sob a supervisão dos gestores locais destes órgãos. Porém, está sendo aberto processo administrativo para apurar alguma infração administrativa de eventual servidor da prefeitura”.

Via
G1
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