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Trabalho escravo: 10 pessoas são resgatadas de restaurante no Rio

Eles viviam entre ratos e baratas, sem ventilação nem geladeira; donos foram multados em R$ 100 mil

O Ministério Público do Trabalho resgatou de um restaurante a quilo no Rio de Janeiro, na semana passada, dez trabalhadores que viviam em condições análogas à escravidão.

Segundo publicou nesta segunda-feira (8) o colunista Ancelmo Gois, do jornal “O Globo”, trata-se do restaurante Imperial, que fica na Rua Frei Caneca, no Centro da capital fluminense.

A mesma fonte informa que todos os dez trabalhadores resgatados são do interior do Ceará. Eles viviam em um alojamento improvisado na sobreloja em meio a goteiras, ratos e baratas. O local não possuía geladeira, ventilação natural e nem cadeiras, sofás ou camas onde pudessem descansar.

Já as roupas, de acordo com o MP do Trabalho, eram armazenadas em baldes de manteiga e sacos plásticos. As vestimentas dos trabalhadores eram lavadas no banheiro e colocadas para secar em varais improvisados no próprio ambiente, o que deixava “um forte cheiro de mofo”. Além disso, as condições deixaram o local com “risco grave e iminente de incêndios e explosões”.

Depois de resgatados, os trabalhadores foram levados a um hotel, custeado pelos donos do restaurante, com apoio da Cáritas. Os proprietários tiveram de quitar verbas rescisórios e os funcionários mantidos como escravos poderão sacar seguro-desemprego e FGTS.

Ainda segundo Gois, o restaurante Imperial pertence a três irmãos, que possuem outros quatro restaurantes no Rio. Por conta da situação descrita acima, eles foram multados em R$ 100 mil.

A procuradora Viviann Brito Mattos, do MP do Trabalho, informou que nove dos dez trabalhadores decidiram voltar para suas cidades no Ceará. O empregador pagou as passagens.

Via
MINISTÉRIO PÚBLICO
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