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TRF-2 nega liberdade a Mário Peixoto, empresário acusado de fraude na saúde do Rio

Empresário foi preso por suspeita de corrupção, lavagem de dinheiro e compras irregulares para os hospitais de campanha do estado

 

RIO -O desembargador Abel Gomes, relator da Lava-Jato no Tribunal Regional Federal da Segunda Região (TRF-2), negou nesta quinta-feira o pedido de liminar impetrado pelos advogados do empresário Mário Peixoto com o objetivo de soltá-lo, conforme noticiou a coluna do Ancelmo Gois. Na decisão, entre os motivos alegados para manter a prisão, Abel relaciona o empresário à “suposta prática dos crimes de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, inclusive já com alguma precisão acerca dos episódios e contratos que são o objeto da investigação, e o que é pior, em época de inequívoca catástrofe na saúde pública nacional e no Rio de Janeiro”.

Mário Peixoto foi preso na semana passada, por determinação do juiz Marcelo Bretas, titular da 7ª Vara Federal Criminal, por liderar um grupo acusado de pagar vantagens indevidas a conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ), deputados estaduais e outros agentes públicos. A investigação, conduzida pela força-tarefa da Lava Jato no Rio, também apurou o envolvimento de Peixoto em possíveis fraudes nas compras para os hospitais de campanha da Covid-19.

Para libertá-lo, o advogado Alexandre Lopes vem sustentando, em síntese, que o decreto prisional carece de fundamentação idônea e estaria amparado em análise descontextualizada e distorcida dos fatos tratados ainda em sede inquisitorial. Outro argumento é o de que Mário Peixoto, uma vez preso e com a saúde fragilizada, estaria exposto à contaminação pela Covid-19.

O desembargador Abel Gomes, ao indeferir a liminar, disse que não ficou provada a exposição, “não existindo nos autos evidência de que tenha tido qualquer emergência médica no período da custódia ou que, se a tivesse, não seria devidamente atendida, nem que sua saúde demanda atendimento que não possa ser prestado onde se encontra custodiado, de modo que se mostra inviável, no momento, a concessão da prisão domiciliar ou mesmo a substituição da segregação por medidas cautelares”.

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