Internacional

Trump aumenta pressão e congela todos os bens do governo da Venezuela

Segundo jornal, medida coloca país na mesma situação de Coreia do Norte, Irã e Cuba

WASHINGTON – O presidente americano Donald Trump impôs sanções contra todos os bens do governo venezuelano nos EUA, segundo uma ordem executiva publicada na noite desta segunda-feira. Segundo o Wall Street Journal, a medida, cujo texto ainda não foi divulgado, significa um embargo econômico total contra o governo de Nicolás Maduro, que já sofria com grande pressão vinda de Washington.

A ordem executiva congela todos os bens do governo nos EUA e proíbe transações com ele, a menos em caso de isenções específicas. Segundo o Wall Street Journal, esta é a primeira ação desse tipo contra um governo do Hemisfério Ocidental em mais de 30 anos. A medida coloca a Venezuela na mesma situação de Coreia do Norte, Irã, Síria e Cuba, os únicos outros países atualmente sujeitos a medidas rigorosas de Washington, afirmou o WSJ.

“Todas as propriedades e interesses em propriedade do Governo da Venezuela que estão nos Estados Unidos (…) estão bloqueados e não podem ser transferidos, pagos, exportados, retirados ou de outra forma negociados”, diz a ordem assinada por Trump.

Sanções contra mais de 100 indivíduos e entidades, incluindo a empresa estatal de petróleo da Venezuela, PDVSA, já foram impostas neste ano pelos Estados Unidos.

A nova medida será anunciada nesta terça-feira e ameaça atingir e impor sanções a praticamente qualquer empresa ou indivíduo, estrangeiro ou americano, que faça negócios ou ofereça apoio a qualquer pessoa vinculada ao governo de Maduro, disse um funcionário do governo ao The Wall Street Journal.

A fonte esclareceu, no entanto, que o decreto não foi projetado para afetar o acesso às remessas, uma renda importante para milhares de venezuelanos que permanecem no país.

Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos disse que estava considerando a idéia de ordenar um bloqueio econômico à Venezuela, um país no qual Washington tentou depor o atual presidente Nicolás Maduro.

— Sim, eu estou — disse Trump a repórteres depois que lhe perguntaram se ele estava considerando uma quarentena ou um bloqueio semelhante ao que seu país aplicou a Cuba. O presidente não acrescentou mais detalhes sobre suas declarações.

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