Curiosidades

Tubarão mais rápido do mundo encalha em praia de SP e surpreende pescadores

Pescadores recolheram fêmea da espécie tubarão anequim em praia de Mongaguá, no litoral de São Paulo.

“Em 21 anos de pescaria, eu nunca tinha pego um tubarão como esse. É emocionante, porque não é todo dia em que a gente vê essa cena”, conta o pescador Juliano Fernando de Almeida, de 42 anos, que flagrou um tubarão anequim na praia de Mongaguá, no litoral de São Paulo. Ele contou a experiência ao G1 nesta quinta-feira (28).

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Almeida explica que se preparava para embarcar para uma pescaria, durante a manhã da última quarta-feira (27), próximo à praia do bairro Vila São Paulo. Enquanto preparava as redes, se deparou com a movimentação do animal nas ondas, próximo à faixa de areia.

Ao se aproximar, flagrou o tubarão, de aproximadamente 35 kg e 1,3 metro de comprimento, ainda vivo na água. “Eu achei que ele estava morto, mas quando cheguei perto o tubarão se mexeu, estava agitado, mas muito debilitado. Então o tiramos e levamos para uma barraca que temos com outros pescadores e acionei o Instituto Biopesca”.

O pescador relata que uma equipe do instituto chegou ao local para examinar o tubarão, que já estava morto neste momento. Os técnicos retiraram, então, as vísceras do animal para a realização de análises de autópsia. Já a carcaça do animal ficou em posse dos pescadores, segundo Juliano. As imagens foram registradas pelo pescador Matheus Lopes, de 24 anos.

“Foi uma emoção muito grande. Não é normal aparecer [um tubarão desses] aqui na nossa costa, então não é todo dia que a gente vê essa cena. Agora estamos aguardando a análise do Biopesca para saber o que fez com que ele encalhasse na praia”, finaliza.

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Ameaçado

Segundo o biólogo Eric Comin, o tubarão anequim (Isurus oxyrinchus), também conhecido como tubarão-mako, é um animal que vive longe das costas litorâneas, no entanto, se aproxima do litoral durante o verão, época em que há maior oferta de alimento e de reprodução.

Comin explica, também, que o tubarão anequim pode chegar a 3,5 metros de comprimento e pesar até 500 kg. “Esse animal muito provavelmente se tratava de uma fêmea que estava atingindo a maturidade. São os tubarões mais rápidos do oceano, podem chegar até 100 km/h”.

“É importante ressaltar, no entanto, que são animais extremamente vulneráveis a extinção, e a principal causa é a pesca predatória. Muitos ficam presos em redes de espinhel ou de malhe e são descartadas, ficando muito debilitados. As pessoas não devem consumir a carne desse animal pois eles têm concentração muito grande de mercúrio”, finaliza Comin.

G1 questionou o Instituto Biopesca a respeito das análises às vísceras do tubarão, no entanto, não obteve resposta até a última atualização desta matéria.

Pescadores recolhem tubarão anequim em praia de Mongaguá, SP — Foto: Arquivo Pessoal

Pescadores recolhem tubarão anequim em praia de Mongaguá, SP — Foto: Arquivo Pessoal

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Via
G1
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