Política

Witzel se pronuncia após inquérito apontar que tiro que matou Ágatha partiu de PM: ‘Em qualquer profissão existem erros’

Governador do Rio disse que a polícia está trabalhando para que casos semelhantes não se repitam

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, comentou, nesta terça-feira, pela primeira vez sobre o inquérito da Polícia Civil ter apontado que o tiro que matou a menina Ágatha Félix, de 8 anos, partiu de um policial. Questionado sobre os erros da polícia do Rio, Witzel disse que “em qualquer profissão existem erros e acertos”, mas também pontuou que eles precisam ser evitados e analisados para que não se repitam.

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Em qualquer profissão existem erros e acertos. Os acertos têm que ser muito maiores que os erros, mas em qualquer profissão existem pessoas que cometem erros, no jornalismo, no judiciário, em um time de futebol. Mas nós temos que evitar que esses erros aconteçam. Como? Com treinamento, analisando eventuais erros para que se não aconteçam mais. Isso (erros) acontecem em qualquer lugar do mundo — disse o governador.

Witzel também parabenizou a Polícia Civil pelo trabalho na investigação e se solidarizou com a família de Ágatha. Além de mostrar que o tiro partiu de um policial militar, o inquérito revelou que não havia confronto no momento que a menina foi atingida, apesar de PMs que estavam no local terem afirmado isso. O governardor ainda citou a queda no número da maioria dos crimes no estado este ano:

O que nós temos que analisar é que os indíces de criminalidade estão sendo reduzidos, as mortes estão sendo reduzidas, o homicídio no Rio de Janeiro está sendo reduzido. O mesmo com roubos de carro e de carga — afirmou Witzel. — A polícia está fazendo seu trabalho, está evitando que mortes aconteçam. Não adianta fazer a conta de um ou dois casos isolados. Nós estamos reduzindo os índices de violência.

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O delegado assistente da Delegacia de Homicídios (DH) da Capital, Marcus Drucker, que investigou o caso, havia dito nesta terça-feira que uma pessoa viu quando a dupla passava em alta velocidade e estava segurando uma esquadria de alumínio. De acordo com o inquérito, o militar teria se assustado e confundido o objeto com uma arma.

Um depoimento de uma testemunha que viu uma esquadrilha. Essa versão é de uma testemunha. O que apuramos é que a motocicleta passou em alta velocidade e as pessoas que estavam nessa motocicleta não atirou contra ninguém — salientou o delegado

Ágatha morreu na noite de 20 de setembro, na Fazendinha, no Complexo do Alemão. De acordo com o inquérito policial, houve um “erro de execução”: o objetivo não era atingir a criança, mas dar um “tiro de advertência” para forçar a parada de dois homens que estavam em uma motocicleta.

A dupla teria fugido de uma blitz no complexo. Em seguida, o PM, lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Fazendinha, efetuou o disparo. Segundo relatos de testemunhas incluídos no inquérito, o cabo estava sob forte tensão devido à morte de um colega três dias antes e, por isso, pode ter confundido uma esquadria de alumínio que o garupa segurava com uma arma.

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Onze dias depois, o policial militar participou da reprodução simulada da morte de Ágatha no mesmo local, apesar de parte de seus colegas terem se recusado a fazê-lo. Segundo uma fonte ligada à investigação, “ele está muito mal e diz o tempo todo que que não queria acertar a menina”.

As investigações foram concluídas nesta segunda-feira e o inquérito será encaminhado ao Ministério Público do Rio na próxima quinta-feira e após isso serguirá para a Justiça.

Via
O GLOBO
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