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Ysani Kalapalo defende discurso de Bolsonaro e critica lideranças indígenas e ONGs

Integrante da comitiva do presidente, diz que 'hoje o índio brasileiro depende tanto de dinheiro com o homem branco'

BRASÍLIA – A indígena Ysani Kalapalo defendeu, na tarde desta quarta-feira, o discurso do presidente Jair Bolsonaro na Assembleia-Geral das Nações Unidas na terça. Ela fez parte da comitiva que participou da reunião e criticou lideranças indígenas. Kalapalo falou ao lado do líder do Governo, Major Vitor Hugo (PSL-GO).

— Não merecemos ficar refém dessas ONGs, refém de alguns líderes — disse Kalapalo.

Segundo ela, não existe um único cacique que fale por todos os povos indígenas.

— Cada um, cada aldeia tem seu próprio cacique, a sua própria liderança, um único cacique não fala por nós. Para você falar por todos os povos indígenas você tem que viajar todas as aldeias indígenas e conhecer a realidade daquela comunidade — afirmou.

Ysani Kalapalo também criticou as ONGS, que, segundo ela, dificultam o progresso do indígena. Kalapalo ainda disse que foi ameaçada e caluniada.

— Eu não vou me calar diante de ameaças, diante de calúnias. Eu quero índio pra frente, fazendo parte desse Brasil. Esse Brasil é tão nosso quanto de vocês. Não precisamos ficar parados no tempo. Estou aqui para apresentar a versão atual do índio brasileiro, não somos como 500 anos atrás, onde só vivíamos de pesca e caça. Hoje o índio brasileiro depende tanto de dinheiro com o homem branco que vive na cidade, estou aqui para apresentar coisas que muitos lideres se envergonham de falar ou têm medo de falar — disse.

O líder do Governo na Câmara, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), acompanhou toda a fala de Kalapalo e também afirmou que não existe uma só liderança indígena. Além dele e de Kalapalo, outros cinco representantes indígenas participaram da coletiva de imprensa, que aconteceu logo depois da fala do cacique Raoni, também na Câmara. No discurso, o cacique Raoni, por outro lado, criticou o discurso de Bolsonaro e pediu a saída dele da presidência.

Via
O GLOBO
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